Área de Lazer Parte 1: Construindo os Bancos

Depois de uma recepção mais do que calorosa (obrigada a todos pelo carinho!), aqui estamos nós com o primeiro de uma série de posts sobre a nossa “imensa” área de lazer eternamente em construção.

Não devo fazer o especial (oh que chic?!) em sequência, mas também tentarei não deixar um espaço muito grande entre eles.

Enfim, no último post falamos sobre a nossa mania de complicar e arrumar mais trabalho a necessidade de pensarmos em algo que aproveitasse bem o espaço, e ao mesmo tempo fosse simples o suficiente pra nós dois construirmos. Outra coisa importante era a questão da durabilidade. Essa área pega muito sol e chuva, por isso pallets e coisas do gênero foram descartadas. Decidimos então fazer um banco em L, usando as paredes como apoio e peças de madeira usadas na construção de telhados, que são duráveis e mais baratas do que se mandássemos personalizar as medidas.

Lembrando sempre que não somos profissionais, somos amadores escrevendo para amadores. Trata-se de compartilhar experiência… Se você é profissional e quiser nos dar dicas, apreciamos muito! Pedimos que faça isso em linguagem fácil e de forma que possam ser aplicadas por pessoas como nós. 🙂 A partir de hoje comentários que sejam apenas pra dizer que esse tipo de trabalho deve ser feito por um profissional, ou apenas críticas sem nenhuma sugestão de melhoria, não serão publicados. O objetivo do blog é mostrar o contrário, que dá sim pra fazer sozinho, tomando as devidas precauções e baixando as expectativas quanto ao que se pode fazer, então não faz sentido publicar esse tipo de comentário. Pra desmotivar já basta o que tem por aí… certo?!

Vamos falar do material usado:

– madeira da estrutura do banco: foi a maçaranduba (poderíamos ter usado o parajú, compramos maçaranduba por estar mais barata). São caibros tamanho padrão de 6cm x 6cm, que pedimos pra madeireira serrar ao meio, ficando então com 3 x 6cm.

– madeira do assento e encosto: usamos assoalho de ipê (o mesmo tipo de madeira do resto do deck). São pré fabricados com conexão macho x fêmea, com 15 cm de largura. Para dar o acabamento do assento, usamos réguas de deck de ipê, do mesmo tipo que usamos nos decks daqui de casa.

Tudo isso foi escolhido baseado no preço (tudo tamanho padrão), e claro, com medidas adequadas ao projeto. Se quiser saber que outros tipos de madeira podem ser usados, e as quantidades, leve um esboço do projeto à madeireira e conversem com o vendedor… eles saberão te instruir. Não tenha vergonha de perguntar, avaliar todas as opções e pechinchar!

 A altura do banco foi definida através um sistema muito preciso, científico, comprovado matematicamente e  através da realização de estudos e acompanhamento de amostras escolhidas entre populações representantes de todos os países do mundo: o chutômetro! kkkkkkk Simplesmente achamos que uns 40cm ia ficar bom (ao final ficou com 41cm), medimos, riscamos as paredes e foi isso! A largura foi assim também, vimos mais ou menos uma medida, e adaptamos pra que pudéssemos usar 4 tábuas de assoalho sem precisar cortar, e no final ficamos com aproximadamente 61cm de largura.

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Cortamos no comprimento que queríamos e achamos mais fácil fazer os furos com elas fora da parede. Como essa madeira é bem dura, pra nós o trabalho fica mais fácil assim.

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Depois seguramos as madeiras contra as paredes, usando como guia, e marcamos onde os furos seriam feitos.

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 Com os furos já iniciados, era só uma questão de terminar…

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Não reparem a parede toda manchada… antigamente aí tinha um monte de telhas empilhadas, não sei se lembram… mas enfim, a primeira régua já tinha ido.

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Usamos parafusos bem grandes (não me lembro mais as medidas, mas achamos que era M10) pra fixar os caibros.

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 Agora era a hora de trabalharmos no que seria o restante da estrutura. Cortamos todos os caibros de cima com 57 cm de comprimento, e os debaixo com 36cm. Fizemos os furos pra prender uma peça na outra.

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 Nós usamos pregos, embora o correto seria usar parafusos. Fizemos por ser mais fácil, porque outras partes iriam segurar a estrutura e porque era o que tínhamos em mãos. Ficamos com um certo receio, mas hoje, literalmente anos depois, posso garantir que nessa parte do projeto os parafusos são dispensáveis e que os pregos deram super certo! Ufa!

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Achamos mais fácil preparar tudo de uma vez…

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Pra só então distribuir ao longo do banco e prender no lugar.

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Furamos e prendemos tudo ao longo das réguas nas paredes.

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 Detalhe do canto.

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Com a estrutura pronta, hora de começa a cortar os assentos.

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 Detalhe do acabamento no canto.

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 Nós não prendemos de início, fomos só “montando” as réguas, medindo e cortando, e deixamos pra fixar outro dia, porque iríamos envernizar antes.

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 Resolvemos fazer o canto assim por simplesmente acharmos mais bonito… poderia ter sido reto…

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 Usamos silicone (surpresa!) pra prender as pernas no lugar, mas depois fixamos parafusos por trás. Não dá certo deixar só com silicone…hahahaha. Mas tentamos!

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Removemos os assentos no dia seguinte…

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 … e envernizamos a parte debaixo.

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 As pernas deixamos pra envernizar junto com o deck. Mas vivendo e aprendendo: se fosse hoje, teríamos envernizado não só as pernas, como a parte do deck abaixo dos assentos. Não foi nada agradável ficar deitada lá embaixo passando verniz!

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Após isso, usamos parafusos para prender as tábuas dos assentos, que já estavam previamente cortadas e com verniz na parte debaixo. Na última tábua de assoalho, cortamos a conexão macho, pra deixar reto.

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 Seguem mais fotos para quem tiver interesse…

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 Resolvemos eliminar a caixinha de luz da parede. Mais pra frente contamos mais a respeito.

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 As mesmas tábuas de assoalho, com a parte macho cortadas, foram usadas pra fazer os encostos. E depois, finalmente, usamos réguas de deck pra dar o acabamento entre o assento e as pernas.

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 Hora de lixar tudo pra passar o verniz. Nesse momento, uma atenção especial deve ser dada à quina que ficou, pra que ninguém se machuque.

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 E bora passar o verniz. Nós usamos verniz impregnante (stain) pra deck da Sparlack, acabamento acetinado. Em questão de durabilidade, achamos basicamente a mesma de verniz naval, mas ele não forma película, então na hora da manutenção, você não perderá horas lixando a película que craquela e solta. E depois de envernizar sozinha esse deck já 3 vezes, te garanto que vai agradecer por pular essa etapa! kkkk vai por mim!

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 Eu gosto de cobrir as junções com pincel, e uso bastante verniz, pra deixar ele “dar uma escorrida” pelas gretas. Nos bancos usei um rolinho, e no chão o rolo grande de pintura. Hoje existe tipo um mop da 3M próprio pra passar verniz em deck, mas não consegui encontrar na minha cidade. Recentemente dei uma demão de verniz só com rolinho e pincel… affffff… (quem nos acompanha no insta viu a foto, cara da riqueza! kkkkk).

E com licença, mas coloquei uma tarja, porque né… foto de busanfã pra cima é meio desconcertante! kkkk

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E assim ficou tudo envernizado…

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… menos os encostos, que foram envernizados fora da parede.

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E como não encontrei foto de tudo envernizado no lugar, fica essa aí como o depois. Repararam na grade branca?! Pois é… pintamos todas as grades depois disso, e postamos antes no blog! kkkk

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Esses bancos foram construídos entre 2011 e 2012. Então não reparem quando eles começarem a parecer velhos nos próximos posts.  Mas embora a aparência não seja mais completamente nova, a madeira está aguentando super bem e não precisamos fazer reparo algum, apenas reaplicamos o verniz.

Infelizmente não lembro mais o custo, mas o que lembro é que ficou muito barato em comparação com qualquer móvel visto anteriormente!

E claro que fizemos mais coisas… os bancos são só uma uma parte. Você gostou? Nos conte. E se você está curioso pra saber o que fizemos em seguida, só continuar por aqui… (me senti escritora de novela agora! kkk)

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